ESTREIA
EUNICE CORREIA / CIA. MEFISTEATRO [PORTUGAL]
Sementeira - bolsa de novas criações do alentejo APRESENTA:
ESPANTOS
30 maio · 21h30
alma box
Classificação Etária: M/12
Duração: 50 minutos
A Sementeira é uma iniciativa da Antípoda A.C., com co-produção de O Espaço do Tempo, Alma d’Arame, Pó de Vir a Ser e CAE Portalegre, em parceria com Um Colectivo e os Municípios de Viana do Alentejo, Mértola e Portalegre. Financiado pelo Governo de Portugal / Direcção-Geral das Artes, Câmara Municipal de Évora, Fundação Eugénio de Almeida e CCDR Alentejo.
Entre memórias partilhadas, histórias simples e profundamente humanas, emerge a figura de um casal idoso que vive isolado num monte há demasiado tempo.
Sem filhos e com poucos laços familiares, Espanta e Espanto passam os dias a inventar partidas um ao outro, transformando a rotina num jogo que os ajuda a resistir à solidão. Esta é interrompida pela chegada de um jovem carteiro, portador de uma linguagem poética própria, que percebe nunca ter entregue correspondência naquela casa e decide iniciar uma troca de cartas anónimas. O contacto estabelece-se através da palavra dita, uma vez que o casal não sabe ler nem escrever.
Cruzando o trabalho do actor e marionetas, Espantos constrói um universo poético onde corpo, memória e identidade coexistem.
O espectáculo propõe-se como um gesto de escuta e devolução, onde a juventude e a velhice se encontram para celebrar a persistência do humano.
Eunice Correia
Eunice Correia (Lisboa, 1990) é actriz, marionetista, criadora e encenadora.
Licenciada em Estudos Artísticos – Artes do Espectáculo pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, reside em São Cristóvão (Montemor-o-Novo).
Iniciou a sua actividade profissional muito jovem, na RTP, em locução e dobragens, dando voz a diversas personagens em séries e conteúdos infantojuvenis. Em 2008 integrou o elenco de vozes do videojogo God of War III. Em teatro, tem desenvolvido um percurso enquanto actriz e marionetista. Desde 2017 é directora artística da Cia. Mefisteatro, companhia com a qual tem desenvolvido trabalho autoral nas áreas do teatro e da marioneta, assinando a encenação de espectáculos como Circo Crepúsculo, Três Estranhas Estórias, Iomik e O Bater dos Umbrais.
Colaborou com estruturas como Marionetas de Lisboa, Teatro da Cornucópia, Teatro
Salomé, Teatro Estúdio Fontenova, Folia Marionetas e Teatro Figura. Trabalhou com José Ramalho, Moncho Rodriguez, Tito Celestino da Costa, José Maria Dias, Rosa Dias, Lourenço Vaz Gil, Manuel de Almeida e Sousa, José Neto e Joaquina Chicau. No teatro de rua, colabora de forma continuada desde 2014 com a Companhia Tentart, e pontualmente com Anymamundy – Teatro de Rua.
Em cinema, estreou-se em 2009 no filme Perdida Mente, de Margarida Gil, pelo qual foi nomeada Jovem Talento L’Oréal no Estoril Film Festival. Voltou a trabalhar com a realizadora em Paixão. Participou ainda em A Fêmea, de Pedro Martins e Diana Lima (vencedor Microcurtas Yorn – MOTELX), Maria José Maria, de Chico Noras (nomeação para Melhor Actriz no Anatomy Festival, Grécia), e O Procedimento, curta-metragem vencedora do MOTELX 2024. A nível internacional colaborou com realizadores como Lav Díaz e Orryelle Defenestrate Bascule.
O seu trabalho cruza interpretação, criação dramatúrgica e marionetas, com particular interesse em processos colaborativos, criação contemporânea e relação com comunidades locais.
Cia.Mefisteatro
A Cia.Mefisteatro nasce na Moita e surge de uma fusão do trabalho performático e literário de André Consciência com a criação cénica e teatral de Eunice Correia, abraçando um imaginário mágico e onírico, cru e critico. As influências simbolistas, modernistas e cubistas de André Consciência e a sua sonoplastia confluem nas expressões de teatro de actriz e actriz de figuras por Eunice Correia que passa por linguagens variadas tentando sempre incluir nas criações a relação entre actor e objecto/marioneta, levando assim esta dimensão poética a vários públicos – em espectáculo ou oficina, permitindo uma partilha directa com os mais curiosos e audazes. O resultado é um mundo de diversidade, entre o obscuro e a luminescência, enaltecendo a poesia de criar.